Minha primeira aventura solo

A caminho de JundiaiSempre fui uma pessoa muito dependente de outras, não fazia absolutamente nada sozinho. Medos e inseguranças tomavam conta de mim só de pensar em ir ao mercado, shopping e quanto mais me divertir sozinho, impossível.

Por anos minha vida foi dentro de casa jogando video-game e delirando de como seria ir a tal lugar, mas sempre perdia a vontade quando chamava algum amigo para ir junto e o mesmo recusava. Essas coisas me colocavam para baixo.

Sempre pratiquei muito esportes, acho que isso me ajudou a ter esse espírito de aventura, não pensar muito antes de pegar a mochila e sair por ai. Como eu disse lá em cima, sempre tive muito medo de fazer tudo sozinho, mas eu sabia que eu só precisava perder isso para começar minhas aventuras sozinho.

A uns anos atrás eu tive umas experiências de aventuras, que também contribuiu para o meu espírito de aventureiro, não ia sozinho, mas eu ia. Me lembro muitas vezes ser acordado pela minha mãe às 4:00/4:30 da manhã dizendo: “-Vamos viajar Marcus Vinicius, acorda”, “-Vamos pescar Marcus Vinicius, acorda”. Não pensava duas vezes e pulava da cama, eu sabia que iria participar de alguma aventura. Essas viagens sempre foram cheias delas, fazíamos trilhas, paravam os carros em meio as estradas para ir a cachoeiras, dormíamos em meio as pedras de Maresias(Toc-Toc) e milhares de outras coisas. E eu sempre empolgado, mal conseguia dormir durante a viagem, eram elas de 2, 3, 4 e até 5 dias.

ToqueToqueGrande

Com os anos essas viagens pararam, fui me enfornando cada vez mais dentro de casa, sempre sentindo muita falta.

A mais ou menos um ano e alguns meses atrás passei por um crise de depressão, larguei trabalho, meu desempenho na faculdade caiu absurdamente e enfim, não queria mais nada da vida. Nessa época, eu me lembro de acordar em um belo dia e me venho na cabeça: “-Vou visitar o Cantinho do Norte(Jundiaí)”, para quem não conhece é o bar/restaurante do pai do João, do canal Meu Mundo Minha Vida. Não pensei em chamar ninguém, apenas fui, mesmo sabendo que era uma “viagem” com mais de 2 horas.

No caminho a minha ficha foi caindo de que eu realmente estava sozinho, sem ninguém, somente eu. Eu poderia tomar o rumo que eu quisesse, poderia parar no meio do caminho e curtir outra coisa, ir comer em qualquer lugar, fazer o que minha vontade pedisse, sem precisar me preocupar com a opinião de alguém. Fiquei mais aberto a conversar com desconhecidos, conhecer pessoas novas.

Foi uma experiência muito boa, fiquei bem comigo mesmo, me conheci mais. Descobri que não precisava de ninguém para me aventurar.

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Publicado por

marcuscberger

Marcus Berger, estudante de Ciência da Computação, 21 anos, apaixonado por tecnologia, esportes e aventuras.

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